quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Guru Digital






Fonte: Blog do Jasiel Botelho
O que ou quem você consulta nas decisões importantes de sua vida?


Com quem vamos nos casar? Ou seria melhor ficar solteiro?
Que profissão seguir? Como investir bem na carreira?
Estudar uma língua? Fazer um curso de aperfeiçoamento? Ou apostar num negócio próprio?
E a família? Um filho, dois, três, nenhum...
E depois que tem o filho...como criá-lo?
O que fazer com o tempo livre? Ou como ter mais tempo livre?!
E quando percebemos que a velhice se aproxima... Como investir na minha aposentadoria? Quando vou parar de trabalhar? O que fazer?
E como será a morte? Ou depois dela, para aqueles que crêem que a vida não terminha ali. Será possível se preparar para ela? Como?


Perguntas, uma lista interminável de perguntas. A vida é cheia de perguntas importantes que fazemos em silêncio ou as externalizamos. Perguntas que exigem de nós decisões o tempo todo, e cujo impacto afeta toda nossa existência. Até mesmo não fazer nada já é uma decisão, uma forma peculiar de responder ás perguntas da vida.


Decisões importantes determinam nosso estilo de vida, nossas relações sociais e a maneira como enxergamos a nós mesmos. Por isso, consciente ou inconscientemente, buscamos validar nossas decisões em idéias e concepções externas. Onde buscamos estas validações varia de pessoa para pessoa. Há quem busque a literatura científica, há que se baseie nas opiniões das celebridades, há quem goste de ouvir os amigos, alguns buscam os gurus da auto-ajuda ou dos negócios, outros preferem as filosofias, outros ainda, buscam respostas nas religiões. Existem aqueles que "atiram para todo o lado", um pouco cá, um pouco lá, por vezes sem cobrar de si qualquer compromisso mais sério com determinada linha de pensamento.

Mais recentemente, a internet nos disponibilizou uma fonte inesgotável de informações sobre os mais variados assuntos da vida e pontos de vista. Assim, cada um pode buscar onde quiser as respostas que queira ouvir.



Independentemente de onde buscamos validar nosso estilo de vida, uma coisa é certa: quanto mais o tempo passa, mais o estilo se cristaliza, ou seja, fica cada vez mais difícil mudá-lo! Mudar depois de ter investido tanto tempo e energia pode criar a sensação de grave prejuízo. Pode gerar medo de conseqüências desagradáveis e ninguém gosta de sentir-se inseguro. Mudar hábitos implica em grande esforço, pois hábitos são difíceis de criar e de mudar.

Quando você era criança, sua mãe (ou sei lá quem cuidava de você) tinha que dizer para tomar banho, comer, escovar os dentes, etc. Pela repetição persistente, estas coisas se tornaram um hábito e sua repetição hoje é natural para você. Por exemplo, se alguém se educou no Brasil e depois se mudou para um país onde não se toma muitos banhos por semana, esta mudança causará um choque! Nós brasileiros estamos habituados a tomar banho todos os dias. Mudanças de hábito sempre causam choque e nos tiram da zona de conforto. E quanto mais velhos ficamos, geralmente menos disposição temos para mudar.

Mas afinal, porque mudar?

Porque a vida é um aprendizado constante. Duvido que você nunca se arrependeu de decisões que tomou na vida e de opiniões suas no passado. Também duvido que saibamos toda a Verdade a respeito de qualquer assunto e estejamos sempre tomando as melhores decisões. Quando não percebemos os erros, ou pior, não queremos percebê-los para não ter que mudar, o maior prejudicado somos nós mesmos.

Cuidado com a verdade personalizável, que já falei no post sobre "A era do personalizável". Fuja dela! Pode ser cômodo ficar com ela, pois não mexe com nosso estilo de vida e não exige o esforço desconfortável da mudança. Sugiro que você leia o livro "Quem mexeu no meu queijo?" (se já não leu, é claro).

Cuidado com as validações tendenciosas do seu ponto de vista... o guru chamado buscador do Google, cuja charge postei aqui para refletirmos, provavelmente te dará todas as respostas que você quer ouvir...mas será que o que queremos ouvir é o que de fato precisamos ouvir?

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (profeta Jeremias 17.9)
E pra quem curte um bom violão, lá vai uma música interessante sobre esse coração que nos engana facilmente...



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