sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O XYZ das gerações

Hoje quero falar um pouco sobre problemas de comunicação entre gerações.



 No Livro "Negociação Total" de José Augusto Wanderley, que já mencionei em outro post, há um capítulo dedicado ao que ele chama de "iceberg comportamental". Em suma, trata-se de avaliar o que está oculto sob o comportamento das pessoas: a percepção individual da realidade ao seu redor, as expectativas, as emoções/sentimentos/desejos; os metaprogramas, as crenças/valores e as necessidades individuais que compõem a base dessa pirâmide. Cada indivíduo constrói sua própria percepção da realidade à sua volta em função de seu histórico de vida e características interiores (também já abordei um pouco sobre isso no post "A maneira como vemos o mundo"). Como o histórico de vida é um fator importante na construção do comportamento individual, vamos falar um pouco sobre as diferenças entre gerações:
Os sociólogos criaram algumas definições que foram exportadas para diversas áreas do conhecimento. Fala-se com frequência em Geração X, Geração Y e Geração Z. Há muitas publicações na internet e em revistas especializadas em carreira profissional discutindo as diferenças de pensamento e as razões para tal discrepância. Veja um exemplo de reportagem interessante neste vídeo da revista Você SA: Entenda a geração Y.
As diferenças de pensamento entre as pessoas que nasceram em diferentes épocas sempre foram um obstáculo presente e razão para muitos mal entendidos, brigas e mágoas, porém, nunca como nos séculos XX e XXI houveram transformações tão rápidas e drásticas na sociedade, e isto acentuou as diferenças. 
Embora tenhamos muitos pontos discordantes, a palavra "empatia" é fator chave para que haja uma comunicação saudável entre indivíduos de gerações diferentes. Empatia exige de nós esforço em conhecer a percepção do outro, em "entrar no mundo dele" ainda que apenas parcialmente a fim de estreitar a comunicação. Nas empresas, defende-se muito a importância da empatia dos gestores para com seus liderados a fim de assegurar a produtividade do negócio. Isso de fato é bom, porém, como o objetivo maior é o negócio e não o indivíduo, a relação pode ter que ser sacrificada em prol da empresa. Se no contexto profissional já não é fácil vermos empatia, fora dele a coisa não é melhor. Sabem porque? A melhor motivação para a empatia é o amor sincero e isso está se tornando difícil de achar em nossa sociedade egocêntrica.
Encerro meu post com uma canção de meu violonista predileto (João Alexandre) que fala de alguém que pode nos ajudar a romper diferenças e aprender a amar.

Um comentário:

Anônimo disse...

nossa este texto esta d+ parabems a qem o escreveu ficou muito bom e com todas as informaçoes que prescisamos

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